Um tanto quanto atrasado...
Exitem incontáveis pessoas no mundo. Cada uma delas, embora tenha uma família, viva com ela e compartilhe os acontecimentos e rotina, têm uma vida em particular. Uma vida que é pessoal, só dela...
Por quase toda a minha vida, eu fui distante do meu pai. Por diversos motivos... tais quais não vejo necessidade de colocar aqui. Eu sempre tive muito rancor, raiva e outros sentimentos parecidos em relação a essa proximidade, já passaram inúmeras coisas pela minha cabeça. Também já mudei de opinião várias vezes em relação a isso.
A nossa ficha sempre cai muitas vezes quando já é tarde demais. Mas de qualquer forma um dia a gente aprende. Aprende a aceitar as coisas do jeito que são e principalmente do jeito que foram. Aprende a enterrar o passado e se permitir enxergar que a vida continua sem espaço ou tempo para aborrecimentos.
Outras vezes talvez a nossa ficha pode nem ter caído de fato, mas nota-se que a gente sempre se entristece com isso...
O que eu quis dizer (explica-se o primeiro parágrafo), é que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, de ser quem é. E, que todas as pessoas tem a vida completamente diferente uma das outras, o que pode significar muitas vezes, por exemplo, que você conseguiu ter sucesso na vida e eu não. Que você é esforçado e não é preguiçoso e eu não. Que você morreu tentando e que eu jamais sequer me levantei do sofá...
Independente de qualquer coisa, nós somos seres humanos, que queremos sempre estar com a razão mas a bem da verdade é que sobrevivemos principalmente dos nossos erros, o que nos dá o direito de termos (e dar a nós próprios) uma segunda, terceira ou quantas chances forem necessárias.
Para mim, o pior sentimento do mundo é o arrependimento.