quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Just a nightmare


A pior coisa é perder o rumo...

Ninguém te entende, ninguém é confiável, ninguém é o que parece. Nada é como parece. Não tem como dizer que as coisas não saíram como você quis porque você não sabe o que quis.

Todo o tempo você procura entender o sentido de tudo o que te rodeia. De repente você não se importa mais, não sente dor nem amor, não sente nada.

E então você acorda e está tudo bem.

domingo, 16 de outubro de 2011

Eu já disse que o homem é o lobo do homem?

Sim, sempre bato nessa mesma tecla e me pergunto como chegamos a esse ponto, se isso sempre foi assim, se de fato é natural do ser humano e se um dia iremos finalmente nos desvincular de tal característica.

Chega a entristecer, saber que todas as pessoas, mesmo que inconscientemente são assim e que para isso não há exceção.

Às vezes eu sinto como se toda vez que eu desabafe de alguma forma, é uma alternativa a menos que eu tenho, mas no fim isso não faz diferença, parece que nada mais faz efeito, é como se eu estivesse anestesiada... enfim!

É engraçado o fato de passarmos toda uma vida com um conceito, uma opinião, uma personalidade, e, de repente um dia a gente acorda e não só vê tudo diferente como pensa diferente.

Muitas vezes nos pegamos pensando que temos certos gostos e manias que jamais serão arrancados de nós, e é aí que a gente se engana. Mudamos a todo momento e o que mais espanta é o fato de você aceitar e até gostar disso, como se sempre tivesse pensado dessa forma...

Você começa a acreditar que as coisas ficam melhor assim, e passa a sentir uma sensação de liberdade por finalmente não precisar mais se esconder atrás da sua própria máscara.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Feliz dia dos Pais



Um tanto quanto atrasado...

Exitem incontáveis pessoas no mundo. Cada uma delas, embora tenha uma família, viva com ela e compartilhe os acontecimentos e rotina, têm uma vida em particular. Uma vida que é pessoal, só dela...

Por quase toda a minha vida, eu fui distante do meu pai. Por diversos motivos... tais quais não vejo necessidade de colocar aqui. Eu sempre tive muito rancor, raiva e outros sentimentos parecidos em relação a essa proximidade, já passaram inúmeras coisas pela minha cabeça. Também já mudei de opinião várias vezes em relação a isso.

A nossa ficha sempre cai muitas vezes quando já é tarde demais. Mas de qualquer forma um dia a gente aprende. Aprende a aceitar as coisas do jeito que são e principalmente do jeito que foram. Aprende a enterrar o passado e se permitir enxergar que a vida continua sem espaço ou tempo para aborrecimentos.

Outras vezes talvez a nossa ficha pode nem ter caído de fato, mas nota-se que a gente sempre se entristece com isso...

O que eu quis dizer (explica-se o primeiro parágrafo), é que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, de ser quem é. E, que todas as pessoas tem a vida completamente diferente uma das outras, o que pode significar muitas vezes, por exemplo, que você conseguiu ter sucesso na vida e eu não. Que você é esforçado e não é preguiçoso e eu não. Que você morreu tentando e que eu jamais sequer me levantei do sofá...

Independente de qualquer coisa, nós somos seres humanos, que queremos sempre estar com a razão mas a bem da verdade é que sobrevivemos principalmente dos nossos erros, o que nos dá o direito de termos (e dar a nós próprios) uma segunda, terceira ou quantas chances forem necessárias.

Para mim, o pior sentimento do mundo é o arrependimento.

domingo, 31 de julho de 2011

O mundo cinza de aparência e de atitude

Normalmente ficamos confusos com a quantidade de pensamentos que nos rodeiam diariamente. Às vezes, o simples fato de sermos adultos e termos que lidar com as conseqüências disso, nos deixa atordoados, perdidos e com a sensação de carregar o mundo inteiro nas costas.

Porém, em outros casos, tudo parece estar perfeitamente bem até que você saia da sua casa para uma atividade rotineira e simples como ir trabalhar e se depara com a realidade de outra pessoa.

Quase sempre, os únicos questionamentos que passam em nossa mente são coisas do tipo: “O que vou vestir hoje?”, “Que saco, preciso ir trabalhar”, “Estou com vontade de comer chocolate, mas estou com preguiça de sair pra comprar”, etc.

Muitas vezes eu vejo nos noticiários, ou simplesmente olho pela janela da sala e enxergo um mundo horroroso com pessoas igualmente horrorosas. As pessoas são preguiçosas, folgadas, têm mania de achar que sempre estão com a razão, são superdotadas de falso-moralismo e ética e a pior de todas essas características, o EGOÍSMO!

Não faz parte da personalidade e índole da raça humana se preocupar com o próximo, se não for pra ser visto e considerado uma pessoa melhor perante a sociedade (status strikes again!). Temos mania de achar que os nossos problemas são os piores, somos mestres em artes cênicas em relação a isso.

O mundo está doente, e o que me deixa profundamente triste, é que eu também estou.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Insert something clever here

Por que será que as pessoas sempre procuram agir do modo certo, sendo que a felicidade é constituída principalmente da própria infelicidade?

É simples assim. Ninguém é feliz todo o tempo e nem triste todo o tempo. Pensa como seria definitivamente terrível se tudo a nossa volta desse sempre certo, se sempre andássemos pelos caminhos certos, não brigássemos com ninguém, etc.

Não saberíamos quais são os nossos limites, e muito menos a definição e a sensação de muitos sentimentos como raiva, amor, solidão, alegria...

Mas ao mesmo tempo, uma das únicas coisas que nos dão vontade e ânimo de viver, é correr atrás da felicidade. Irônico, não?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Wake up call


Pior do que ter dó de si próprio é ter dó de outra pessoa.

Eu sempre tive a mania de reparar em cada detalhe das pessoas que estão a minha volta. Fico pensando se assim eu consigo saber cada vez mais coisas sobre elas. O que realmente importa pra mim, é tudo aquilo que fez com que alguém chegasse aonde está, toda a história e essência da pessoa.

Mas muitas vezes, quase todas, acabo não sabendo nada sobre ninguém, e imaginando o que eu quiser, ou o que a face da pessoa tende a expressar. Normalmente é assim que a gente "vai com a cara" de alguém.

Eu costumo gostar de todo mundo, e em praticamente todas as situações, muito superficialmente, mas eu as adoro e admiro, ainda que elas não tenham nem ideia. Muitas vezes a gente só para pra pensar nos nossos próprios erros, pontos fracos, etc; e nos sentimos muito mal por isso, agora se quiser multiplicar isso por dois, personifique a dor de alguém..

Junte todas as características do que o rosto e o jeito da pessoa pode expressar, a pessoa que você criou da própria pessoa. É como juntar a sua dor, constrangimento e tristeza com a dela.

Eu me pergunto como nós conseguimos deixar de lado certas coisas e simplesmente dizer: "a vida continua..."

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tudo tende ao tédio

"Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
O dia, a monotonia tomou conta de mim..."

É o que eu costumo chamar de velhice precoce. O que causa preguiça, às vezes certo desânimo, sono e todo aquele kit que eu creio que a maioria no mundo conhece. Nem sempre foi assim. A impressão é de que vai piorando gradativamente, hora após hora, dia após dia...

Chega uma hora que você não sabe distinguir aquilo que te faz bem daquilo que te expõe ao contrário, não consegue entender o porque de ter desejado tão intensamente certas coisas... De repente, o que era magnífico, já não tem a mínima graça.

Tédio... rotina, ainda não descobri. Talvez uma dessas seja essa a definição certa para aqueles dias em que você não tem vontade de abrir a janela pra ver como está o tempo lá fora; liga a TV e o seu filme preferido não prende mais a sua atenção, as músicas não são as que você quer ouvir, você tem preguiça e muito sono, mas não dorme; não quer ir tomar banho, nem pentear o cabelo, não quer rir mas não consegue chorar. Enfim, aqueles dias de cão, que ao mesmo tempo que você sente tudo, não sente nada...

Todos somos escravos do tédio, da rotina. Será que tem alguma atitude mágica que faz com que você aguente uma vida toda fazendo o que realmente gosta, ainda que muitas vezes nem tudo te agrade, que bata aquela preguiça, aquela vontade de dormir uns cinco dias e só acordar quando o seu transtorno bipolar tiver passado?!...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

The world is a vampire... sent to drain.


Desde que somos crianças, algo que não é toda a vasta educação vinda de nossos antecessores nos remete a darmos valor a coisas que na verdade não têm relevância nenhuma na vida de ninguém.
Eu me pergunto às vezes o que faz com que olhemos para os rostos das pessoas e notamos suas feições preocupadas, tristes e sérias. No ônibus, no trabalho, na calçada da rua, na sua própria casa...
O que é realmente importante? O que é necessário para ser feliz? Casas? Carros? Dinheiro?
É fundamental que à essas alturas, para se viver como alguém "normal" a humanidade necessita de tudo isso. But why so serious? Pelos mesmos motivos.
Nem tudo aquilo que é necessário deve nos abalar emocional e psicologicamente. Destruindo os nossos sonhos, nossos planos, nos fazendo pagar o preço da felicidade.
Quem é que lembra de detalhes como um abraço, uma demonstração de afeto, um olhar, uma carta, uma música, uma lágrima ou um sorriso sincero...

E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?



terça-feira, 22 de março de 2011

Não sei por quê esta mania de achar que todos são superiores a nós em algum ponto, ou muitas vezes, em todos os pontos. Sejam estes os pontos intelecutuais, amorosos, pessoais etc.
Tudo na vida é status. A modernidade se resume em um miserável de um status. Quem é o mais bonito, o mais inteligente, o menos preguiçoso, o mais pro-ativo, o mais sociável/flexível, o mais bem humorado.

Qual o verdadeiro sentido de tudo isso? Por quê estes adjetivos fazem com que alguém tenha mais ou menos valor? Quem foi o criador desta "lei"?

A superioridade é o que move o mundo. É tudo e somente aquilo que anda junto com os passos de cada um de nós. É o que nos faz ter ânimo, é o que nos faz ir trabalhar, estudar, lutar pelos nossos ideais, dos quais na realidade nem existem...

Às vezes é mais fácil mantermos os olhos vendados a este tipo de coisa, pois começa-se a questionar a própria existência, o próprio esforço, a própria felicidade (assim como diz CL, FELICIDADE CLANDESTINA). Mas como desfazer o caminho percorrido? Como apagar tudo aquilo que nos fez chegar até este extremo?

E logo eu, que sempre ví graça na vida em um simples ponto de interrogação, estou saturada com os mesmos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

FELICIDADE CLANDESTINA

Embora tenha passado um tempo agora, tenho a impressão de que a ferida continua aberta. Cada dia de um modo completamente diferente do outro... oração subordinada adverbial concessiva. Simples assim.

Engraçado. Às vezes a gente se pega pensando em tudo aquilo que estava guardado e devidamente empoeirado.
Me surpreende como sendo racionais, somos ao mesmo tempo irracionais, e como essa irracionalidade traz consigo um rio de pensamentos dos quais perdemos o controle no fim.

Moldamos as coisas, situações e principalmente pessoas do jeito que nos é viável, e temos o poder de desfazer tudo isso num piscar de olhos.
É como um veneno, uma droga, é viciante, é bom. E quase ao mesmo tempo pode dilacerar a alma, a vontade, a razão, o sorriso no rosto.

São os dois extremos, é o ápice de tudo aquilo que nos faz bem e o que nos faz mal, fazendo, assim, o bem. É o achar que se tem o controle e por isso, perder o controle. É o deixar-se enganar por sí próprio, é o mundo inteiro estar errado e você, estar certo. É saber que o final não é feliz, mas querer arriscar mesmo assim. É o gostar em um dia e o odiar no outro. É sentir falta. É o que diz na página de um livro não tão bom assim: "E por mais que a gente não queira pensar, mais a gente pensa!".

Às vezes parece tudo uma grande babaquice, uma piada de muito mal gosto.

É como possuir o mundo na palma das mãos e ver o mesmo escorrer pelos dedos.
É como sorrir e chorar simultâneamente...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"NÃO SEI. SEI LÁ."

Hoje eu estou aqui para dizer-lhes que são 09h44 da manhã do dia 11 de Janeiro de 2011. O que não quer dizer absolutamente nada.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

IF YOU BELIEVE IN LOVE AT FIRST SIGHT, YOU NEVER STOP LOOKING

Por que será que as pessoas têm tanto medo do que ainda não aconteceu?

É compreensível, acho que já falei sobre isso em algum momento.

Não exijo que nada seja perfeito, a perfeição estraga tudo no fim das contas. Acho que me engano sobre a frase lá em cima: "... o que ainda não aconteceu...". Aconteceu sim, mas não precisa acontecer de novo, a gente sempre dá um jeito pra tudo quando de fato quer algo.

O que estraga é a minha insegurança, é achar que muita coisa é previsível sendo que às vezes não é bem assim.
O que estraga, é o meu pessimismo, eu tenho o dom de ver coisa ruim onde não tem. Mas sabe por quê? Porque ultimamente tem...
O que estraga também, é a contradição em que caio, quando estou sendo pessimista demais, caio na real, e daí eu tento ser otimista, mas tudo somente para suavizar as coisas que acho previsível.

Eu não sei o que pensar, o que fazer, que atitudes tomar, se é que devo tomar alguma atitude.

Tenho medo de me tornar maçante, inconveniente, irritante, infantil demais, ou por que não séria demais... temo os dois extremos, temo o meio termo.

Sabe por que? Porque ultimamente, é o que tem acontecido...

domingo, 23 de janeiro de 2011

CONVIVÊNCIA... WHY SO HARD?

Eu paro para tentar entender às vezes como apesar dos pesares, as pessoas em geral conseguem conviver (até que bem) umas com as outras. Cheguei a conclusão que:

O mundo consiste em nada além de hipocrisia.

Embora todos digam o contrário, a hipocrisia é necessária, aliás é indispensável em todas as situações, em tudo o que vamos fazer, no que vamos falar e no modo como nos comportamos. Simplesmente porque por mais "super-sincero" que alguém possa ser, não sai aos 4 cantos dizendo a sua real opinião sobre as pessoas ou pelo mundo.

Como tudo na vida tem um limite, o fingimento não iria ficar de fora. Chega uma hora em que o famoso sorriso amarelo se nega de todas as formas a aparecer, e, no lugar dele, são ditas palavras de cunho agressivo (e não deixam de ser sinceras) e por fim, bate o que eu chamo de pior sentimento do mundo, o arrependimento.

Mas se formos analisar desde o início, fase por fase do que nos fez chegar ao ápice do ódio, pode ser que haja a compreensão individual. Em muitos casos, a maioria das coisas tornam-se parciais, cada um erra um pouco e acerta um pouco; cada um cede um pouco mais que o outro; etc. Em casos como este, o que realmente chateia ou te faz parar para pensar em que grau atinge a compreensão, a compaixão, a gratidão e principalmente o AMOR (o que nessas horas me faz desacretidar de tal sentimento, ou talvez somente na durabilidade do mesmo com o passar dos anos), é a falta de consideração de alguém para outro alguém, ou para algo, ou vice-versa. O fato de tudo, desde os pequenos detalhes (que para mim são os mais importantes) não fazerem a mínima diferença...

Às vezes, é muito mais confortante o sorriso amarelo, do que uma opinião formada. Machuca menos...