quinta-feira, 26 de abril de 2012

And now you do what they told ya!?!

Às vezes, até com que bastante frequência, eu paro pra pensar quem eu sou realmente. Eu imagino duas partes diferentes de mim. Uma, é um amontoado de defeitos, e outra, um pouco menor, de qualidades.

Em relação ao primeiro amontoado: Sou estudante de Jornalismo e não, repito, NÃO estou antenada no que diz respeito ao que está acontecendo ao mundo a minha volta (o que é uma vergonha para o mundo do Jornalismo), sei pouco sobre conhecimentos gerais, não sei fazer qualquer tipo de conta matemática, sou baixa demais, às vezes deixo minhas pernas peludas, não tenho o cabelo liso, não tenho a pele e corpo perfeitos, sou preguiçosa, me irrito fácil com qualquer coisa e com qualquer pessoa, choro por tudo, solto palavrões, falo o que penso e quase ao mesmo tempo, omito muito do que penso. SIM, eu me preocupo com o que pensam sobre mim, e isso me incomoda muito; acho que sempre estou fazendo tudo errado, tenho mania de perseguição, tenho ciúmes e medos demasiadamente bobos, sou um tanto quanto infantil e também anti-social, repito que sou preguiçosa, SOU com sono, SOU cansada, odeio tudo o que se torna obrigação na minha vida, até mesmo as coisas que dei início por afeto, amor, simpatia... desisto fácil de certas coisas,sou afobadíssima e também muito estressada, não tenho iniciativa pra nada e pra ajudar sou tímida. Entre muitas outras características que só aumentariam cada vez mais a minha coleção de defeitos...

Em relação ao segundo amontoado: Em comparação com algumas pessoas não sou de todo burra, sou decidida, sei o que quero, a hora que quero e porque quero. Sou sincera, sou amiga, tenho o hábito de ler e ver filmes frequentemente, quando o assunto tem um pé literário, eu estou por dentro, sou observadora, sou simpática, gosto e trato bem quem faz o mesmo por mim, sou boazinha demais (característica que pode também se encaixar na primeira "coluna"), gosto de coisas simples, dinheiro pra mim não é tudo, gosto de sorrisos, de detalhes, de felicidade expressa no olhar. Entre algumas coisas que eu não lembro e que, convenhamos, hoje em dia não valem a pena ser lembradas mesmo.

É difícil, mas as pessoas devem aceitar a si próprio, ou pelo menos devem tentar se respeitar ou em último caso, acostumar-se consigo mesmo... Por mais que você seja o mais inteligente, o mais bonito, simpático, tire as melhores notas, faça as melhores coisas, ou seja, que o seu "amontoado" de qualidades seja relativamente maior que o dos defeitos, tudo o que as pessoas a sua volta irão olhar e principalmente cobrar de você, toda a hora, todos os dias, é o seu monte de defeitos. Ao passo que elas querem que você seja uma pessoa perfeita, elas ressaltam os seus maiores defeitos, e os que mais te machucam.


"E se me achar esquisita respeite também,
Até eu fui obrigada a me respeitar." 
                                (Clarice Lispector)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


"Uma farsa, essa sua vida -- uma farsa. E o pior é que você já não consegue nem fingir que acredita nela." (Caio F. Abreu)

Eu não gosto daquele tipo de pessoa que eu costumo chamar de "pseudo-perfeita". É fato que às vezes as pessoas perdem o chão, ficam tristes e não sabem o que fazer com as suas próprias vidas. A realidade é que aquilo que todos costumamos dizer sobre sempre ter alguém pior que nós, ainda que seja a mais pura e cristalina das verdades, simplesmente não funciona.

Eu simplesmente não me conformo como algumas pessoas fingem estar felizes com tudo todo o tempo. Feliz pra ir trabalhar em um dia feito pra ficar em casa; feliz pra escutar o que não se quer e fingir que entrou por uma orelha e saiu por outra; feliz por fingir que não sente ciúmes e às vezes até obsessão; feliz por fingir não ser paranoico e às vezes, feliz por fingir que o passado não incomoda; pelo simples fato de acordar um belo de um dia e achar que a sua vida não faz sentido algum.

É claro, convenhamos que ninguém é triste todo o tempo e que ninguém acorda "perdido" todos os dias, mas ninguém é feliz todo o tempo e pode até não ser certo aos olhos da sociedade, mas acredito que deveríamos nos "libertar" de nossas máscaras, e passarmos a nos aceitar mesmo em um dia ruim, sem medo de perder nossos empregos ou as pessoas que nos rodeiam por isso.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ordinary World


Pode parecer banalidade, desperdício ou o que quer que seja. Mas às vezes eu me pego pensando em como a vida poderia ser diferente para mim e para as pessoas a minha volta. Dentro da minha cabeça, tudo é muito diferente, há outra dimensão.

Neste mundo paralelo, se é que posso chamá-lo assim, não se tem como comparar muitas coisas em relação ao mundo que conhecemos. Todos os valores, caráter, atitudes... não é como se pudessem ser medidos ou descritos em palavras.

Dizem que para toda ação há uma reação, e eu sinceramente nunca parei pra pensar nas conseqüências que poderiam acrescentar a mim e aos outros, se o mundo fosse como na minha mente.

Tudo que eu posso (e consigo) dizer é que sinto uma sensação nostálgica, como se eu vivesse nos anos 80 e as reações, culturas, hábitos, músicas, enfim... Tudo fosse como nessa época. É estranho quando eu digo “sensação nostálgica”, sendo que nasci nos anos 90 e muito dessa minha sensação não passa de vontade. Vontade esta que peguei dos filmes que assisto e das músicas que eu mais gosto...

Às vezes eu gostaria de existir apenas dentro de mim mesma, onde nada mais importa.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


Pessoas, seus tipos e suas atitudes...

Simples, classificável e fútil assim. Eu gostaria de saber quanto tempo eu dormi, pois quando acordei a humanidade se tornou lastimável...

Às vezes você acorda e ao olhar na janela nota todas as coisas a sua volta um tanto quanto diferentes. E aí a única coisa que você deseja é não se surpreender com o que pode vir. A melhor coisa é viver a vida como se só estivesse de passagem, observando.

Enquanto isso, você assiste como se fosse um filme o descaso das pessoas com outrem, assiste as pessoas batalharem por seus sonhos, com o único e exclusivo objetivo de mostrar que são umas melhores que as outras. Como se não bastasse, consequentemente, perdem a humildade e sempre conseguem uma forma de te colocar pra baixo, mostrando que você não é nada comparado com outras pessoas, fazem você perder o valor e a forma digna de viver com apenas algumas atitudes e olhares.

É frustrante saber que a mente da humanidade consiste apenas em imbecilidade, de todas as formas que se possa entender, e que você pode ser literalmente destruído por não ser como o restante do mundo...