terça-feira, 16 de agosto de 2011

Feliz dia dos Pais



Um tanto quanto atrasado...

Exitem incontáveis pessoas no mundo. Cada uma delas, embora tenha uma família, viva com ela e compartilhe os acontecimentos e rotina, têm uma vida em particular. Uma vida que é pessoal, só dela...

Por quase toda a minha vida, eu fui distante do meu pai. Por diversos motivos... tais quais não vejo necessidade de colocar aqui. Eu sempre tive muito rancor, raiva e outros sentimentos parecidos em relação a essa proximidade, já passaram inúmeras coisas pela minha cabeça. Também já mudei de opinião várias vezes em relação a isso.

A nossa ficha sempre cai muitas vezes quando já é tarde demais. Mas de qualquer forma um dia a gente aprende. Aprende a aceitar as coisas do jeito que são e principalmente do jeito que foram. Aprende a enterrar o passado e se permitir enxergar que a vida continua sem espaço ou tempo para aborrecimentos.

Outras vezes talvez a nossa ficha pode nem ter caído de fato, mas nota-se que a gente sempre se entristece com isso...

O que eu quis dizer (explica-se o primeiro parágrafo), é que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, de ser quem é. E, que todas as pessoas tem a vida completamente diferente uma das outras, o que pode significar muitas vezes, por exemplo, que você conseguiu ter sucesso na vida e eu não. Que você é esforçado e não é preguiçoso e eu não. Que você morreu tentando e que eu jamais sequer me levantei do sofá...

Independente de qualquer coisa, nós somos seres humanos, que queremos sempre estar com a razão mas a bem da verdade é que sobrevivemos principalmente dos nossos erros, o que nos dá o direito de termos (e dar a nós próprios) uma segunda, terceira ou quantas chances forem necessárias.

Para mim, o pior sentimento do mundo é o arrependimento.

domingo, 31 de julho de 2011

O mundo cinza de aparência e de atitude

Normalmente ficamos confusos com a quantidade de pensamentos que nos rodeiam diariamente. Às vezes, o simples fato de sermos adultos e termos que lidar com as conseqüências disso, nos deixa atordoados, perdidos e com a sensação de carregar o mundo inteiro nas costas.

Porém, em outros casos, tudo parece estar perfeitamente bem até que você saia da sua casa para uma atividade rotineira e simples como ir trabalhar e se depara com a realidade de outra pessoa.

Quase sempre, os únicos questionamentos que passam em nossa mente são coisas do tipo: “O que vou vestir hoje?”, “Que saco, preciso ir trabalhar”, “Estou com vontade de comer chocolate, mas estou com preguiça de sair pra comprar”, etc.

Muitas vezes eu vejo nos noticiários, ou simplesmente olho pela janela da sala e enxergo um mundo horroroso com pessoas igualmente horrorosas. As pessoas são preguiçosas, folgadas, têm mania de achar que sempre estão com a razão, são superdotadas de falso-moralismo e ética e a pior de todas essas características, o EGOÍSMO!

Não faz parte da personalidade e índole da raça humana se preocupar com o próximo, se não for pra ser visto e considerado uma pessoa melhor perante a sociedade (status strikes again!). Temos mania de achar que os nossos problemas são os piores, somos mestres em artes cênicas em relação a isso.

O mundo está doente, e o que me deixa profundamente triste, é que eu também estou.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Insert something clever here

Por que será que as pessoas sempre procuram agir do modo certo, sendo que a felicidade é constituída principalmente da própria infelicidade?

É simples assim. Ninguém é feliz todo o tempo e nem triste todo o tempo. Pensa como seria definitivamente terrível se tudo a nossa volta desse sempre certo, se sempre andássemos pelos caminhos certos, não brigássemos com ninguém, etc.

Não saberíamos quais são os nossos limites, e muito menos a definição e a sensação de muitos sentimentos como raiva, amor, solidão, alegria...

Mas ao mesmo tempo, uma das únicas coisas que nos dão vontade e ânimo de viver, é correr atrás da felicidade. Irônico, não?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Wake up call


Pior do que ter dó de si próprio é ter dó de outra pessoa.

Eu sempre tive a mania de reparar em cada detalhe das pessoas que estão a minha volta. Fico pensando se assim eu consigo saber cada vez mais coisas sobre elas. O que realmente importa pra mim, é tudo aquilo que fez com que alguém chegasse aonde está, toda a história e essência da pessoa.

Mas muitas vezes, quase todas, acabo não sabendo nada sobre ninguém, e imaginando o que eu quiser, ou o que a face da pessoa tende a expressar. Normalmente é assim que a gente "vai com a cara" de alguém.

Eu costumo gostar de todo mundo, e em praticamente todas as situações, muito superficialmente, mas eu as adoro e admiro, ainda que elas não tenham nem ideia. Muitas vezes a gente só para pra pensar nos nossos próprios erros, pontos fracos, etc; e nos sentimos muito mal por isso, agora se quiser multiplicar isso por dois, personifique a dor de alguém..

Junte todas as características do que o rosto e o jeito da pessoa pode expressar, a pessoa que você criou da própria pessoa. É como juntar a sua dor, constrangimento e tristeza com a dela.

Eu me pergunto como nós conseguimos deixar de lado certas coisas e simplesmente dizer: "a vida continua..."

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tudo tende ao tédio

"Sabe esses dias em que horas dizem nada
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
O dia, a monotonia tomou conta de mim..."

É o que eu costumo chamar de velhice precoce. O que causa preguiça, às vezes certo desânimo, sono e todo aquele kit que eu creio que a maioria no mundo conhece. Nem sempre foi assim. A impressão é de que vai piorando gradativamente, hora após hora, dia após dia...

Chega uma hora que você não sabe distinguir aquilo que te faz bem daquilo que te expõe ao contrário, não consegue entender o porque de ter desejado tão intensamente certas coisas... De repente, o que era magnífico, já não tem a mínima graça.

Tédio... rotina, ainda não descobri. Talvez uma dessas seja essa a definição certa para aqueles dias em que você não tem vontade de abrir a janela pra ver como está o tempo lá fora; liga a TV e o seu filme preferido não prende mais a sua atenção, as músicas não são as que você quer ouvir, você tem preguiça e muito sono, mas não dorme; não quer ir tomar banho, nem pentear o cabelo, não quer rir mas não consegue chorar. Enfim, aqueles dias de cão, que ao mesmo tempo que você sente tudo, não sente nada...

Todos somos escravos do tédio, da rotina. Será que tem alguma atitude mágica que faz com que você aguente uma vida toda fazendo o que realmente gosta, ainda que muitas vezes nem tudo te agrade, que bata aquela preguiça, aquela vontade de dormir uns cinco dias e só acordar quando o seu transtorno bipolar tiver passado?!...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

The world is a vampire... sent to drain.


Desde que somos crianças, algo que não é toda a vasta educação vinda de nossos antecessores nos remete a darmos valor a coisas que na verdade não têm relevância nenhuma na vida de ninguém.
Eu me pergunto às vezes o que faz com que olhemos para os rostos das pessoas e notamos suas feições preocupadas, tristes e sérias. No ônibus, no trabalho, na calçada da rua, na sua própria casa...
O que é realmente importante? O que é necessário para ser feliz? Casas? Carros? Dinheiro?
É fundamental que à essas alturas, para se viver como alguém "normal" a humanidade necessita de tudo isso. But why so serious? Pelos mesmos motivos.
Nem tudo aquilo que é necessário deve nos abalar emocional e psicologicamente. Destruindo os nossos sonhos, nossos planos, nos fazendo pagar o preço da felicidade.
Quem é que lembra de detalhes como um abraço, uma demonstração de afeto, um olhar, uma carta, uma música, uma lágrima ou um sorriso sincero...

E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?



terça-feira, 22 de março de 2011

Não sei por quê esta mania de achar que todos são superiores a nós em algum ponto, ou muitas vezes, em todos os pontos. Sejam estes os pontos intelecutuais, amorosos, pessoais etc.
Tudo na vida é status. A modernidade se resume em um miserável de um status. Quem é o mais bonito, o mais inteligente, o menos preguiçoso, o mais pro-ativo, o mais sociável/flexível, o mais bem humorado.

Qual o verdadeiro sentido de tudo isso? Por quê estes adjetivos fazem com que alguém tenha mais ou menos valor? Quem foi o criador desta "lei"?

A superioridade é o que move o mundo. É tudo e somente aquilo que anda junto com os passos de cada um de nós. É o que nos faz ter ânimo, é o que nos faz ir trabalhar, estudar, lutar pelos nossos ideais, dos quais na realidade nem existem...

Às vezes é mais fácil mantermos os olhos vendados a este tipo de coisa, pois começa-se a questionar a própria existência, o próprio esforço, a própria felicidade (assim como diz CL, FELICIDADE CLANDESTINA). Mas como desfazer o caminho percorrido? Como apagar tudo aquilo que nos fez chegar até este extremo?

E logo eu, que sempre ví graça na vida em um simples ponto de interrogação, estou saturada com os mesmos.